25 de março de 2009

até breve


IMG_3992, originally uploaded by periquito.

vemo-nos em Portugal daqui a semana e meia.

19 de março de 2009

16 de março de 2009

500 posts



e aqui vão umas fotos de um dos livros que comprei no Natal (sim, já foi há tanto tempo!). Dois ingleses fleumáticos vão a Portugal durante os anos sessenta e divertem-se a passear no país em que tudo é quase de graça para eles e em estado primitivo. O que é interessante é que é um retrato sem preconceitos nacionalistas de um mundo que em grande parte já não existe.
Esse é o mundo que vou ainda tentar encontrar em Covas, quando aí for na primeira semana de Abril. E depois em poucos dias percorrer as capelinhas do Porto e as aldeias da Guarda.
De resto, por aqui anda tudo bastante recessivo e para os poucos como eu que ainda têm trabalho, ele é abundante e não dá tréguas. Sinto que estou a meses de acabar o curso (por várias razões) e que na verdade o meu "mestrado" têm sido estes anos no escritório.

24 de janeiro de 2009

Aqui estão


todas as fotos com algum interesse do Ecuador que consegui por online. Montanhas, praia, casas a cair, e bonecos com explosivos.

16 de janeiro de 2009

15 de janeiro de 2009

descompressao

depois da entrega. Toda a gente se queixa da recessao, mas enquanto uns nao tem nada que fazer, outros vergam a mola como se nao houvesse amanha, o que me tem acontecido desde ha' uns meses, e parece agora abrandar por umas horas.
Muito frio nesta cidade, a fazer esquecer o temperado Ecuador, em que as casas nao tem janelas porque a temperatura nao muda de dia ou de noite... Era quente na costa, mas assim que se subia para uns 800/mil metros, a zona chamava-se "Eterna Primavera". Alem disso, nuvens constantes por estarmos na estaçao humida.

Acabou de cair um aviao ao rio aqui ao lado.

10 de janeiro de 2009

Ecuador


Fotos aqui, e mais virão muito brevemente.

5 de janeiro de 2009

dois mundos

o que mais impressiona na America do Sul, para mim que e' a primeira vez que a visito, e' mesmo os mundos dos ricos e pobres, que se tocam mas nunca misturam. Eu sempre ouvi falar do "quarto da criada", mas nunca tinha percebido bem o que era, ate' viver isso. Ter pessoas a servirem-me, a cozinharem para mim, a conduzirem o carro enquanto durmo, e tudo porque o trabalho ainda tem um valor baixissimo quando comparado com a Europa ou os EUA, mas os salarios da classe media-alta sao os mesmos. Um dos dias alugamos uma carrinha para 16 pessoas, e eramos oito. O preço, baixo, incluia o condutor, e todas as despesas do mesmo durante os 3 dias em que ficamos no meio das montanhas. 'A ida, passamos por varias aldeiazinhas miseraveis, casebres de blocos de betao sem reboco nem pintura nem janelas, e ai' vao oito marmelos, ressacados depois de uma festa que durou a noite inteira e com espaço 'a larga para dormir, a ultrapassar carrinhas de caixa aberta com familias ensardinhadas atras a ir trabalhar para os campos.

Este pais e' incrivel, mas nao conseguia viver aqui.

21 de dezembro de 2008

com neve

a ocupação preferida dos novaiorquinos é calçarem as botas novas, tipo astronauta, hiper-impermeáveis e quentes, e que depois usam para andar 5 minutos na rua e 8 horas no escritório. A moda "country" ainda dura, desde os animais empalhados em tudo o que é loja e bar até às ditas botas que podem ser encomendadas pela internet e feitas por medida.

Espero que a tudo isso vá escapar daqui a dois dias - não em Portugal, mas no Ecuador, onde pela primeira vez vou passar um Natal com outra família, e no quente. Também depois de 10 meses na terra... mas em Abril já lá estou outra vez.
E há mais fotos, desta vez de Drayton Hall, perto de Charleston.

7 de dezembro de 2008

descobertas

Yma Sumac, graças à East Village Radio.

5 de dezembro de 2008

Charleston

nas fotos. Um fim de semana com o escritório, frango frito e porco de churrasco de manhã à noite, com a gente mais simpática deste país e uma das cidades mais bonitas. E mais cheias de vida à noite também, graças à Universidade.

30 de novembro de 2008

enquanto espero

por dias mais calmos, ligo aqui mais dois que já estavam à espera há muito:

o bibliodissey, através da World of Interiors, que é uma biblioteca de imagens curiosas,

o blog do John Kricfalusi, creador do Ren and Stimpy. Estes eram os desenhos animados da minha adolescência, que ainda era passada ao sábado de manhã em frente à televisão, na Guarda. O blog dá a opinião dele, sem remorsos, sobre a animação actual e é também uma excelente base de dados sobre animação clássica.

18 de novembro de 2008

ups



isto anda mortiço, senão mesmo moribundo. Mas recusa-se a morrer, só está bloqueado pela loucura do trabalho, cheio de drama queens americanos e entregas diárias. Bom, pelo menos há trabalho, o que é mais do que muitos wall streeters podem dizer.
Coisas boas: descobri que moro no mesmo quarteirão do The Stone, onde já tinha ido há 3 anos, e onde voltei há tempos para ver o Trevor Dunn. Além disso o Halloween, claro, e a loucura das eleições.

23 de outubro de 2008

good times

zincos.

Foi lá que saí a primeira vez, que bebi a primeira cerveja, que ouvi música sem ser a do meu pai (que não tinha mal nenhum, claro, mas não chegava para a adolescência guardense), que passei vários fins de ano, onde toquei com os Deity of Carnification há mais de dez anos, onde vi batalhas campais, comi cachorros com maionese e tinha os meus amigos.
Paciência, nada é para sempre, mas fica o blog porque aquilo foi mesmo uma instituição e muitos dos meus amigos actuais continuam a ser aqueles, apesar das distâncias.

5 de outubro de 2008

realmente


de repente parece que se levantou a tropa e começou tudo para aqui a escrever. Nem sei bem porquê, nem qual é o objectivo (nem se há algum). Fixe, só apaguei um comentário, dum atrasado mental qualquer que ligava para um blogue de extrema-direita. Veremos o que virá a seguir, se é tragável. Mas por favor, entendam que isto não é um blogue de comentário político, nem artístico, nem nada. Eu escrevo o que me apetece neste meio que é completamente desregulado e livre, e acho que pode interessar a alguns (mas também pode ser completamente banal e estúpido para outros). Não percebo é que haja pessoas a comentar aquilo que faço ou de que gosto na minha vida pessoal - se não gostam não comam!

30 de setembro de 2008

Berlenga, Forte


IMG_1415, originally uploaded by periquito.

resquicios das ferias

As fotos das Berlengas.

27 de setembro de 2008

à espera do canalizador

finalmente um Sábado de manhã para ler notícias, reacções ao debate, e escrever. Pois ontem lá vimos o debate - mesmo sem televisão, a coisa foi transmitida pela internet - e do qual vos pouparei os comentários (eu não voto no Obama, é só do que estou convencido).
E depois saímos, e encontrámos a tendinha de Nova Iorque. Ainda que muito choco comparado com o que era há poucos anos (sim, já posso falar de "anos" de vida em Nova Iorque... triste...) pelo menos foi um bom alívio de tantos Pontes e Túneis que infestam o nosso bairro durante o fim de semana. Pontes e Túneis (Bridge and Tunnel, ou B n T) é uma expressão tipicamente snob Manhattaniana para se referir a todos os que são de fora da ilha, i.e., que têm que atravessar uma ponte e um túnel para chegar cá. Por isso só vêm ao fim de semana e é quase como se fossem turistas, mas com dinheiro. A mistura é explosiva - as ruas estão cheias de massas de rapariguitas quase despidas (quer tenham corpo para isso ou não) e labregos de músculos pneumáticos e t-shirts justas. Lá para a 1 ou 2 da manhã, já não há controlo e é vê-los a vomitar e a berrar OH MY GOD por tudo e por nada, naquelas vozes esganiçadas de americanos de subúrbio. Yuck! (o meu lado snob está ao rubro). Pronto, também ninguém tem culpa de ter nascido em Long Island ou New Jersey, e ninguém me obrigou a vir morar para o Bairro Alto. Além disso, o espectáculo, se não é edificante, pelo menos é divertido. E não faltam sítios decentes para ir tomar um copo.

14 de setembro de 2008

decoradores

Nunca liguei à profissão de decorador. Aliás, sendo faupista e filho de faupistas, sempre os desprezei como maricas frívolos que pintam tudo com cores tipo TVI, ou tias platinadas vestidas de estampados de leopardo a comprar antiguidades em Cascais. Não duvido que muitos correspondam ao estereótipo. Depois de quase três anos a trabalhar em arquitectura residencial e ter de lidar com os mais variados tipos, a minha opinião primária e pouco fundamentada mantinha-se; até há pouco.
Especialmente quando começámos a mobilar o apartamento de 30 m2 e nos deparámos com todos os problemas possíveis: o chão a cair para o meio, a ausência de qualquer espaço útil na cozinha, os aquecedores em frente às janelas erradas, as tomadas em cima da banca da loiça, e principalmente a falta de espaço de arrumação, que é a grande dor de cabeça - nada cabe em lado nenhum, e se se puxa de um lado descobre-se o outro. É um grande puzzle, que além disso tem que ter em conta o nosso orçamento, tão magro quanto nós (e somos uns belos trinca espinhas).
Não admira que haja quem faça disto profissão, tão respeitável como qualquer outra. Tanto que até vou assinar a World of Interiors, e não nenhuma revista de arquitectura.

E uma sugestão para os nova iorquinos que chegam - vão à housing works, que tem mobília e tralha vária, vintage e muitas vezes mais barata que os suecos em Brooklyn, além de ser por uma boa causa, o que ao conforto da carteira junta o conforto de um sono tranquilo. As nossas cadeiras de jantar, a 25 dólares cada, são uma maravilha da tecnologia dos anos 50, em madeira maciça, desdobráveis e estofadas a napa cor de laranja. Fotos virão, quando a coisa estiver pronta.

2 de setembro de 2008

Williamsburg, Sábado à noite

Uma grande seca, entre bares gays e pouca gente no ultimo fim de semana de Verao (os turistas que cá estao e o pessoal de New Jersey parece que foram todos para o meatpacking) passámos metade da noite a andar de um lado para o outro à procura de um tasco de jeito. Depois de desistirmos, fomos para o metro esperar 20 minutos que chegasse o dito. Entra um jovem esgazeado, mistura de Grunge com Chelsea Boy, barba e cabelo desgrenhado, e uns calçoezitos que mais pareciam tanga de nadador. Senta-se ao nosso lado à espera, e de repente faz a ultima coisa que podiamos esperar: tira umas agulhas e um novelo da sacola e começa a TRICOTAR um cachecolzito amarelo. Quando o metro chegou, foi-se embora na outra direcçao, i.e. para dentro de Brooklyn, senao tinhamos seguimento da historia...

...Ah, e Fred, já tens o teu link!